A incontinência urinária pode ser definida como a perda involuntária de urina, que pode ser demonstrada objetivamente, podendo-se distinguir três tipos:

– Incontinência urinária de esforço: apresenta a maior prevalência (35 a 49% dos casos) e carateriza-se pela perda de urina durante um determinado esforço, que implique um aumento da pressão abdominal como o exercício, tosse e espirro.

– Incontinência urinário de urgência: perda de urina acompanhada ou imediatamente precedida de aumento do desejo súbito e inadiável de esvaziamento.

– Incontinência urinária mista: perda de urina associada ao esforço e a desejo súbito inadiável.

Estima-se que cerca de 50% da população feminina adulta sofra de incontinência urinária. No entanto, apenas 25 a 61% procura opções para tratar deste problema. Várias são as causas para este facto, como terem vergonha, não conhecerem as possíveis alternativas de tratamento ou terem medo de possível cirurgia. Efetivamente, este problema de saúde atualmente continua a ser um tabu entre a população, tendo um impacto profundo no bem-estar e na qualidade das mulheres que dele sofrem. Associa-se, simultaneamente, a depressão, ansiedade, problemas laborais podendo levar, inclusive, ao isolamento social. Um outro aspeto importante a salientar é o facto desta condição poder contribuir para a disfunção sexual, uma vez que um terço das mulheres pode sofrer de incontinência coital.

Tendo em conta todos os efeitos que este problema pode causar, é importante identificar os diferentes fatores que contribuem para desenvolver incontinência urinária. A destacar: a idade, a obesidade, a gravidez e o parto, a terapêutica hormonal pós-menopausa, a histerectomia, desportos que impliquem impacto como correr ou saltar, entre outros.

A Clínica do Movimento dispõe na sua equipa, fisioterapeutas especialistas no tratamento da Incontinência Urinária, na população feminina e masculina.

Autora : Ana Rita Magalhães, Fisioterapeuta Licenciada,  Mestre em Terapia Manual Ortopédica.

 

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